quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

projeto de intervenção- OFICIAL



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM NORMAL SUPERIOR
DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
PROFESSOR: HELAN DE SOUSA



PROJETO DE INTERVENÇÃO
DIFICULDADE NA LEITURA, ESCRITA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO EM SALA DE AULA




             
                           
                           José Fabiano
                                               Maria Galgane
                                               Samira Alexandra


PICOS – PI
NOVEMBRO/2012

1. APRESENTAÇÃO

                   O projeto apresentado visa grandes benefícios no ensino-aprendizagem, tem como tema uma das maiores dificuldades das séries iniciais do Ensino Fundamental que está na leitura, escrita e interpretação de texto em sala de aula dos discentes que por algum motivo não conseguiram aperfeiçoar essa prática.
                   Foi elaborado mediante observação em estágio na turma de 3º ano (2º série) do ensino fundamental I da Escola Municipal José Hermenegildo Almondes, localizado no bairro Morrinhos – Picos – PI, com o objetivo de auxiliar na aprendizagem dos alunos.

1.1  OBJETIVO GERAL

• Estimular o prazer pela leitura, escrita e compreensão de texto dos alunos do 3º ano (2º série) do ensino fundamental I da Escola Municipal José Hermenegildo Almondes – Picos – PI.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·         Trabalhar com gêneros literários diversos, possibilitando ao alunado a aquisição de competências leitoras.
·          Relacionar textos e ilustração, manifestando sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferência e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler.
·         Aplicar atividades que melhor desenvolvem a capacidade de leitura, escrita e interpretação de texto dos alunos;
·         Vivenciar situações de leitura compartilhada e uso do cantinho de leitura da Classe;
                   Aproximar-se do universo escrito e dos portadores de escrita (livros, jornais, entrevistas), manuseando-os e reparando na beleza das imagens.



2. REFERENCIAL TEÓRICO        
                  
                   A escola é o espaço privilegiado, em que deverão ser lançadas as bases para a formação do indivíduo. E, nesse espaço, privilegia-se a leitura, pois de maneira mais abrangente, ela estimula o exercício da mente. A percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e, principalmente, dinamização do estudo e conhecimento da língua, da expressão verbal significativa e consciente (AZEVEDO, 2011).
                   A leitura como objeto de estudo nunca foi tão discutida como está sendo nos últimos anos. Freire (2006, p. 22) define:
Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.

                   Diante dessa afirmação, compreende-se o verdadeiro significado de leitura e percebe-se que ler não é meramente decifrar os códigos lingüísticos, mas também compreendê-los de forma com que os mesmos formem um significante. O ato de ler é bem mais que a definição da palavra propriamente dita, é entender, é interpretar, é debater, é comparar, é influenciar e ser influenciado, é propagar e é sentir o que o escritor tenta, através da escrita, demonstrar o que quer, o que sabe, o que pensa, o que imagina. 
                   A escola deve ter também como objetivo formar pessoas capazes de compreender os diferentes textos e é preciso que se empenhem para que os educandos tenham acesso a vários tipos de informação escrita e não escrita como jornais, revistas, histórias em quadrinhos, contos, poesias, infanto-juvenil, literatura, músicas, peças de teatro, filmes, exposições de artes, sem todo esse trabalho pode até ensinar a ler, mas não despertará o prazer pela leitura (LIBANEO, 1999).
                   O avanço da leitura na escola só terá resultado quando se voltar para a realidade como ela é, e levar em conta o que é essencial para as crianças. Só apresentando aos alunos uma variedade de livros, para que eles optem pelo o tema que mais lhe seja proveitosos, quando os educandos estiverem interessando-se por uma leitura prazerosa é que o professor terá atingido seus objetivos educacionais da leitura e da literatura, estimulando a procura do saber e do aprendizado (LIBANEO, 1999).
                   O ato de ler é um processo abrangente e complexo; é um processo de compreensão, de entender o mundo a partir de uma característica particular ao homem: sua capacidade de interação com o outro através das palavras, que por sua vez estão sempre submetidas a um contexto. Desta forma, a interação leitor-texto se faz presente desde o início do desenvolvimento das ações do Projeto de Intervenção até o término do mesmo.
                   Nas trilhas do mesmo entendimento, Souza (1992, p.22) afirma:

                   Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.
   Aprender a ler é um desafio a ser superado desde que o aluno começa a freqüentar a escola pela primeira vez, e o que se pode perceber na educação atual que poucos alunos gostam de praticar a leitura. Quando se é pedido que leia um texto em sala de aula, são inúmeras as reclamações, pois, logo olham o tamanho do texto, e quando o professor pergunta o quê entenderam do mesmo, alguns falam que não entenderam nada, já que eles realizaram apenas uma primeira leitura e acharam que era o bastante. E alguns até ler, mas não compreendem.
      Na concepção de Klaiman (2004, p. 151) ensinar a ler, é criar uma atitude de expectativa prévia com relação ao conteúdo referencial do texto, isto é, mostrar ao aluno que quanto mais ele provir o conteúdo, maior será sua compreensão; é ensinar o aluno a se auto-avaliar constantemente durante o processo para detectar quando perdeu o fio; é ensinar a utilização de múltiplas fontes de conhecimento – lingüísticas, discursivas, enciclopédias (...) é ensina, antes de tudo, que texto é significativo. E assim criar uma atitude.
       E segundo Regina Zilberman em seu livro Leitura em crise na escola: as alternativas do professor, 1993, afirma que “de acordo com o amadurecimento do leitor, verifica-se uma diferente motivação e interesse pela leitura”. Por isso, a escola deve disponibilizar textos de acordo com o desenvolvimento cognitivo infanto-juvenil com as fases da leitura e que faz da leitura a procura da coerência.
.  A leitura em sala de aula é de fundamental importância para a formação do educando, uma vez que é a partir do domínio da leitura que o aluno passa a ter competência de entender os conteúdos impostos para cada série.



3. QUADRO DE COGNIÇÃO         
Caixa de texto: O que sabem? O que querem/precisam saber? Como vão saber?
•  * Existe uma grande falta de hábito de leitura e uma insegurança que trava o ato de ler. Alguns escrevem e interpretam bem, outros precisam aperfeiçoar essa prática.
             • * Adquirir e aprimorar a escrita, interpretar corretamente, e reconhecer de forma prazerosa a importância da leitura.  * Através de avaliação continua tendo como critério avaliativo o desenvolvimento das atividades propostas e organização. Fazendo a analise mais precisa sobre sua evolução.
•
 .
4. METODOLOGIA

            De acordo com os objetivos citados, este projeto de intervenção, refere-se a promover atividades de leitura, escrita e produção de texto na turma do 3º ano da rede de ensino público municipal, visa possibilitar a construção de incentivo dos mesmos, conhecer diferentes tipos de textos como o conto, jornais e revistas. Formar leitores autônomos, diversificar estratégias de leitura e escrita e ampliar as suas práticas para avaliar o desenvolvimento de aprendizado dos alunos.
O referido estágio acontecerá da seguinte forma: no primeiro momento ocorrerá a apresentação do projeto aos professores e Direção da Escola para articulação de idéias e ações. Assim sendo, serão aplicadas aos alunos as seguintes atividades:
·          Questionário sobre sua prática atual de leitura;
·         Seleção do livro de seu gosto;
·         Fazer uma leitura com boa entonação de voz, destacando as partes emocionantes;
·         Ilustrações sobre o livro escolhido;
·         Fazer uma leitura com boa entonação de voz, destacando as partes emocionantes;
·         Debates;
·         Produzir textos e expor na sala;
·         Recortar textos de seu interesse em jornais, revistas ou livros.
·         Confeccionar murais em conjunto;


As atividades a serem trabalhadas serão escolhidas de acordo com o que julga necessário para incentivar a leitura, a produção e interpretação de texto. Portanto, para que isso se realize, serão usadas atividades diversas como leitura de textos variados individual e coletiva, produção de escrita, confecção e exposição de cartazes, roda de leitura e brincadeiras.

5. AVALIAÇÂO  obs: editar as datas

                   Serão avaliados os seguintes aspectos: capricho, criatividade, participação em sala de aula, integração nas atividades, socialização, organização, coerência e coesão. Todo esse processo ocorrerá no período de 17/08 a 17/10/2012, que compreende 80 horas/aulas, sendo essas atividades empregadas, para que seja analisado o rendimento de aprendizagem da leitura, da escrita e da interpretação de texto dos alunos do 3ºano (2ª série), do turno da tarde da Escola Municipal Hermenegildo Almondes, situado na comunidade dos Morrinhos – Picos – PI.

          6. CULMINÂNCIA


Dia: 12/11/2012
Horário: 14:00 às 17:00 hs
Atividades:
-Dinâmicas
-Leituras
- Mensagens;
- Cartazes (referentes ao eixo do projeto);
- Pinturas;
- lanches;
- Distribuição de lembrancinhas, kit escolar (lápis, borracha, livrinho de incentivo a leitura, tesoura, canetas e apontador);

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Conclui-se que a leitura é o caminho para ampliação da percepção do mundo à nossa volta. Quanto mais um indivíduo lê mais integrado com o seu meio estará. A leitura é feita de diversas formas, uma das principais é a utilizada pela escrita, onde pode ser observável através de livros, revistas, jornais, entre tantos outros dos quais se utilizam símbolos reconhecíveis por uma determinada sociedade.

   O trabalho de leitura com os diferentes tipos de textos não devem ser descartados nunca, mesmo nas séries iniciais em que alguns alunos ainda não conseguem ler o que está escrito, mas só o fato de eles estarem em constante contato com o material irá proporcionar de forma significativa um aprendizado que irá facilitar futuramente o desenvolvimento da leitura escrita, pois é com eles que os alunos aprendem e desenvolvem sua leitura, sua imaginação e sua criatividade, abrindo portas para o mundo encantado que é ler, pois é através desse mundo que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.

    Sendo assim, compreende-se que não existem receitas pedagógicas para ser aplicada a escola, é necessária a motivação e dedicação por parte dos profissionais para a formação de leitores. A escola, portanto, torna-se um espaço específico e privilegiado onde a criança pode-se entrar em contato direto com o mundo da leitura e seus diversos gêneros literários desenvolvendo, assim, o gosto pela leitura.
















8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Ricardo. Literatura infantil: origens, visões da infância e certos traços populares. Disponível em http://www.ricardoazevedo.com.br/Artigo07.htm, acesso em 13/10/2012

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 46 ed. São Paulo, Cortez, 2006.

LIBÂNEO, José Carlos. Formação de profissionais da educação: visão crítica e perspectiva de mudança. Revista Educação & Sociedade, ano XX, n. 68, 1999, p 239 – 77.  Disponível em: http://www.scielo.br/scielo . Acesso em 13/10/2012.

SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura que as crianças gostam. Bauru: USC, 1992.
KLAIMAN, Ângela.  Oficina da leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 1995. _____. Leitura, ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 2. ed. , 1996.
ZILBERMAN, Regina (org).  Leitura em crise na escola: as alternativas do professor.  Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993, p. 10.
 www.brasilescola.com                 



                                                                  



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ler e ler ;D


vídeo de reflexão sobre a importância da leitura

video

fotos da culminância



















ficha de informações sobre o texto


atividade XII




O amor e a literatura coincidem na procura apaixonada, quase sempre desesperada, da comunicação.
Jorge Duran

atividade XI




A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.
André Maurois

atividade X




É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos.
Winston Churchill

atividade VIII




Qual Ioga, qual nada! A melhor ginástica respiratória que existe é a leitura, em voz alta, dos Lusíadas.
Mario Quintana

atividade VII




A leitura engrandece a alma.
Voltaire

atividade VI




Faço com os meus amigos o que faço com os meus livros. Guardo-os onde os posso encontrar, mas raramente os utilizo.
Ralph Emerson

atividade V




Creio que uma forma de felicidade é a leitura.
Jorge Luis Borges

atividade IV




A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.
Carlos Drummond de Andrade

atividade III



Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.
Bill Gates

atividade II




A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.
Carlos Drummond de Andrade

atividade I


A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados.
René Descartes

marcador de texto


relatório do estágio supervisionado II


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI – UESPI
MARIA GALGANE MOURA DANTAS
SAMIRA ALEXANDRA DE SOUSA
















RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
























PICOS- PI
2012

MARIA GALGANE MOURA DANTAS
SAMIRA ALEXANDRA DE SOUSA
















RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I














Relatório de estágio supervisionado apresentado a Universidade Estadual do Piauí, como requisito parcial para conclusão da Disciplina Estagio Supervisionado I.
Orientador: Professor Esp. Helan de  Sousa.







PICOS- PI,
 2012















































Caixa de texto: A minha família e a todos que me apoiaram nessa árdua jornada.
DEDICO


          AGRADECIMENTOS


Agradeço primeiramente a Deus, pelo dom da vida, da saúde, do amor e da sabedoria.
Ao querido professor Helan de Sousa pela sua amizade, paciência, compreensão e imprescindível orientação acadêmica.
A querida amiga e Diretora da Escola Municipal José Hermenegildo de Almondes, Rejane.
A todas as pessoas que, direta ou indiretamente contribuíram com carinho e atenção durante a construção desse trabalho.



















































"O ofício de ensinar não é para aventureiros, é para profissionais, homens e mulheres que, além dos conhecimentos na área dos conteúdos específicos e da educação, assumem a construção da liberdade e da cidadania do outro como condição mesma de realização de sua própria liberdade e cidadania”.                                                                

                               (Ildeu Moreira Coelho)
SUMÁRIO



1 INTRODUÇÃO...............................................................................................05
1.1 Objetivos....................................................................................................05
1.1.1 Geral.........................................................................................................06
1.1.2 Específicos................................................................................................06
2 PARECER TÉCNICO DA ECE (ESCOLA CAMPO DE ESTÁGIO)...............07
2.1 Situação Física.............................................................................................07
2.2 Observação da sala de aula........................................................................08
2.3 Regência......................................................................................................09
2.4 Situação administrativa................................................................................11
2.5 Avaliação......................................................................................................11
2.6 Situação Pedagógica...................................................................................12
2.6 Organização disciplinar................................................................................12
3 APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS..........................................................14
CONSIDERAÇÕES...........................................................................................15
REFERÊNCIAS.................................................................................................17
ANEXO..............................................................................................................18
APÊNDICE(20)..................................................................................................30















1 INTRODUÇÃO

    O estágio Supervisionado, é uma atividade prática, que auxilia o futuro educador á perceber a sua importância como profissional e futuro docente, tendo a necessidade de uma experiência onde possa por em pratica tudo o que vivenciou na teoria, mas o trabalho que vivencia em sala é onde se alia teoria á pratica; resultando assim para o nosso crescimento profissional, melhorando o nosso desempenho de atividades, enriquecendo assim a nossa bagagem para ser um bom educador. Através das etapas do estagio é possível perceber um trabalho educativo e criar novos métodos para que assim a criança possa se descobrir e futuramente ter um papel importante na sociedade.
 Para Silva (2005) no cotidiano acadêmico é perceptível que os graduandos desenvolvam com muita disposição e ânimo quando a universidade lhes proporciona a  participação em que consiga colocar conhecimentos teóricos em prática acompanhados de um profissional supervisor. É necessário que o estagiário aprenda a observar e identificar os problemas, estar sempre aprendendo e buscando informações, questionar o que encontrou além de buscar trocar informações com professores mais experientes

        Nesta linha Pimenta, defende que a finalidade do estágio é propiciar ao/a aluno/a uma aproximação à realidade a qual atuará. Assim, o estágio se afasta da compreensão até então corrente, de que seria a parte prática do curso. (PIMENTA, 2004 p. 45).

   Essa etapa educativa e de suma importância na vida dessas crianças exige uma atenção especial por profissionais que se dedicaram a esse momento de estar em sala de aula com suas crianças dando-lhe atenção, carinho e acima de tudo lhe proporcionando momentos de aprendizado qualitativo e quantitativo para a construção de novos conhecimentos. No dia17 Outubro á 09 de Novembro do ano de 2012,para o cumprimento curricular do Curso Licenciatura Plena em Normal Superior, sob orientação do professor Helan Sousa, iniciou-se o Estagio Supervisionado que se realizou na Escola Municipal José Hermenegildo de Almondes, localizado no povoado Morrinhos, Picos-PI, com uma carga horária de 140h aulas, bem distribuídas entre observação e regência. O relatório ora apresentado é composto da descrição, das observações e das experiências vivenciadas no período de observação e regência em sala de aula de grande valia para o nosso aprendizado como futuros educadores.

            Após muitos estudos teóricos chegou o momento de aplicar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas estudadas, bem como confrontá-los com o exercício pedagógico propriamente dito, buscando firmar uma prática que seja significativa.
1.1.OBJETIVOS:

1.1.1Objetivo Geral:

·         Possibilitar uma observação complexa sobre a realidade da escola campo e dos alunos que ali desenvolvem suas atividades e desenvolvendo a participação e compreensão da pratica curricular e as suas singularidades na teoria voltando-se para a prática.

1.1.2 Objetivos Específicos:
·         Analisar a estrutura física da escola, os métodos desenvolvidos pela professora titular e como está o desenvolvimento dos alunos;
·         Apontar novos métodos que irão facilitar no aprendizado dos alunos;
·         Desenvolver aulas dinâmicas, que tenham bom proveito para desenvolvimento cognitivo dos alunos.



























2 2 PARECER TÉCNICO DA ECE (ESCOLA CAMPO DE ESTÁGIO)

2.1 Situação Física

            Como sabemos, o espaço escolar não se resume apenas em um ambiente de abrigo cercado por quatro paredes, na qual as crianças, professores e funcionários vão para se manterem “seguros.” A escola, sobretudo, é um espaço de desenvolvimento cognitivo e um alicerce na construção das relações interpessoais.
            Segundo OLIVEIRA (2000, p.158, apud HANK, 2006),
O ambiente, com ou sem o conhecimento do educador, envia mensagens e, os que aprendem, respondem a elas. A influência do meio através da interação possibilitada por seus elementos é contínua e penetrante. As crianças e ou os usuários dos espaços são os verdadeiros protagonistas da sua aprendizagem, na vivência ativa com outras pessoas e objetos, que possibilita descobertas pessoais num espaço onde será realizado um trabalho individualmente ou em pequenos grupos.
           
            Diante o exposto, é possível compreender que o processo de ensino-aprendizagem, em todos os níveis, mas principalmente no ensino fundamental, acontece de forma significativa quando uma série de fatores internos e externos contribui de forma conjunta, inclusive a estrutura física do espaço educativo.
  A Escola Municipal José Hermenegildo de Almondes, está localizada no Povoado Morrinhos, S\N, Picos-Pi, as condições físicas da escola já não se encontram tão boas devido ao tempo em que se foi feita uma reforma, bem como as instalações hidráulicas e elétricas, mas suas estrutura física é quem esta precisando de uma reforma mais urgente, as são salas bem arejadas, mas alguma sala ainda existe o quadro de giz, mas também tem quadro acrílico em todas as salas não são todos padrões, mas da pra ir suprindo as necessidades dos professores. Dispõe de materiais necessários para uso nas atividades desenvolvidas na escola, sendo assim desenvolvendo um trabalho de qualidade junto a sua equipe. É uma instituição que dispõe de quatro salas de aula, duas banheiros, uma biblioteca, uma sala de informática, uma cantina, uma diretoria e um pátio onde a criançada se diverte na hora dos intervalos. Seu quadro pessoal é composto por dezenove professores, dois diretores, duas secretarias, duas merendeiras e um vigia, sendo que todo o corpo docente e administrativo possui curso superior e alguns  com pós-graduação além de cursos complementares.
A escola dispõe de livros didáticos que é escolhido a cada quatro anos com a participação de professores e coordenadores da rede municipal de ensino, aparelho de som, televisão, maquina de xerox, computadores, mesinhas, cadeiras, ventiladores, quadro de giz, quadro acrílico e  outros que facilitem o aprendizado dos alunos. A escola dispõe de Regimento Interno  que é aperfeiçoado pela própria equipe  gestora da escola, respeitando os deveres e direitos dos alunos e professores, fazendo reger as regras da escola para assim acontecer o desenvolvimento do ensino aprendizagem dentro e fora da escola com qualidade.

2.2 Observação da sala de aula
           
            A observação é o momento que possibilita ao acadêmico o contato com a sala de aula e permite a obtenção de dados para uma posterior avaliação que implicará na definição do seu perfil de futuro educador. O período de observação durante o Estágio Supervisionado oferece aos acadêmicos momentos de reflexões que certamente determinaram a construção de sua prática, ou seja, de seu comportamento como futuro professor.

  Observamos que a maioria dos alunos chega à escola sem o acompanhamento o de seus pais ou responsáveis, pois os mesmos moram próximos à escola e já tem uma idade entre 9 e16 anos quando chegam se reúnem um pouco no pátio batendo  papo antes de bater a campa quando é uma hora a diretora bate a campa e os alunos se dirigem as suas referidas salas. Quando chegamos a sala para a semana de observação a presença das estagiárias foram notada pelos alunos e a professora se encarregou de fazer as apresentações, dizendo que eu estava concluindo o curso de Normal Superior para também ser professora. Então um aluno disse: “Coitada dela”. Passando a ideia de que a profissão de professor não é boa ou digna ou ainda que é uma tarefa muito difícil, a professora fez a chamada através dos nomes dos alunos e não por números. Fato importante de observar, pois, quando o aluno é chamado por número ele perde a sua identidade no ambiente escolar e passa a ser mais um dentre inúmeros outros alunos, em seguida a professora fez a continuação dos conteúdos copiando no quadro acrílico e no quadro de giz enquanto os alunos copiavam ela esperava todos terminarem para explicar e fazer revisão dos conteúdos anteriores que iriam cair na prova também, quando ela termina de explicar passa um exercício para responder na sala e quando terminam, ela corrigi e em seguida eles saem para o recreio. No segundo momento os alunos retornam a sala de aula muitos agitados eles vão chegando aos pouco  e a professora vai copiando o assunto no quadro para que eles possam ir se acalmando quando terminam ela copia um exercício para casa e assim a aula chaga ao final, todos saem para o pátio e alguns esperam o seus pais virem lhe buscar outros vão sozinhos.  
            A palavra observar provém do latim observare, e quer dizer olhar ou examinar com minúcia e atenção. A ação de observar implica considerar atentamente os factos para os conhece bem.  
            Alarcão e Tavares (1987:103) afirmam que no contexto escolar, a observação é o conjunto de atividades destinadas a obter dados e informações sobre o que se passa no processo de ensino/aprendizagem com a finalidade de, mais tarde, proceder a uma análise do processo numa ou noutra das variáveis em foco. Quer isto dizer que o objeto da observação pode recair num ou noutro aspecto: no aluno, no ambiente físico da sala de aula, no ambiente sócio relacional, na utilização de materiais de ensino, na utilização do espaço ou do tempo, nos conteúdos, nos métodos, nas características dos sujeitos, etc.


            Durante este período podemos observar que a professora Jozeneide Albuquerque de Barros do 3º ano do ensino fundamental, mostrou-se bastante comprometida com a sua turma e atenciosa com os mesmo, e preocupada com o aprendizado e desenvolvimento dos seus alunos possibilitando sempre a liberdade de expressão de cada um, incentivando a autoconfiança , trabalhando as diferenças existentes dando oportunidades iguais a todos sem qualquer tipo de descriminação incentivando sempre uns ajudarem aos outros tanto nas atividades coletivas ou individuais.
   .
2.3 Regência
           
            O curso de Normal Superior é marcado pelo entrosamento ativo entre teoria e prática, Ao longo de nossa formação acadêmica, na graduação do curso de Normal Superior, temos verificado algumas situações, relações e contradições que de certo modo, tem suscitado nossa reflexão. Dentre as quais, o estágio extracurricular foi eleito como sendo um dos principais focos de contribuição para reforçar o discurso da dicotomia da práxis pedagógica no referido curso. A partir desta perspectiva, o estágio deve ser colocado como eixo articulador entre teoria e prática, já que os elementos da prática são trazidos pelos estágios e reelaborados nos cursos de formação docente, garantindo a produção de conhecimento nas áreas específicas da docência.Nessa expectativa concordamos com Pimenta e Lima quando afirmam que:

           Assim, numa perspectiva de ritual de passagem, esperamos que essa caminhada pelas atividades de estágio se constitua em possibilidade de reafirmação de escolha por essa profissão e de crescimento, a fim de que, ao seu término, os alunos possam dizer “abram alas para a minha bandeira, porque está chegando a minha hora de ser professor”. (PIMENTA e LIMA, 2004, p.100)

            Enfrentamos vários problemas durante a trajetória do estágio a começar com a realidade da escola o que é real para o que seria ideal, a escola está longe da realidade de seus alunos, no contexto atual onde as novas tecnologias da informação estão a todo vapor, o professor não é mais a única fonte de conhecimento, a sociedade está avançando, os tempos mudaram e a educação continua a mesma. Outro dilema encontrado em nosso período de regência foi à heterogeneidade da turma, encontramos alunos em vários níveis de desenvolvimento, isso dificultou um pouco o trabalho em sala de aula. .
             As duas primeiras semanas do estágio foram marcadas por grandes expectativas, anseios, medos de errar, frustrações e desafios, no entanto no decorrer do processo foi contornada a situação, também tivemos um apoio muito grande da equipe escolar  que estava sempre presente tirando nossas duvidas e dando-nos forças para tão grande tarefa. A partir dessas dificuldades encontradas elaboramos um projeto de intervenção sobre leitura que foi a dificuldade maior encontrada em sala aula, foi algo muito rico e que deu certo, isso nos mostra a importância de um trabalho planejado previamente, já sabíamos o que fazer em sala de aula e se algo fugisse do planejamento proposto sabíamos como contornar a situação, percebemos que ser professor, não é algo fácil, que tem que ter garra, tem que haver uma boa preparação, que nem sempre o Curso Superior proporciona.
            Vivenciamos também o dilema da indisciplina, tivemos dificuldade de manter algumas vezes a sala concentrada nas atividades, os alunos já estavam acostumados com a rotina da sala, onde a indisciplina era constante, dessa forma se negavam aceitar as novas regras, proporcionamos aos alunos aprendizagens significativas e prazerosas capaz de superar os dilemas encontrados.
            Dentro desse contexto, a atividade de regência foi sem dúvida uma experiência muito boa. A professora titular foi sem duvida muito prestativa e simpática fornecendo as informações e materiais didáticos necessários para a execução das aulas.

2.4 Situação administrativa



            A administração da Escola Municipal José Hermenegildo de Almondes é feita pela diretora, de forma democrática tendo a participação dos professores, e demais funcionários, sendo que a escolha do diretor é feita de forma direta. A escola possui o conselho escolar que averigua o que a escola precisa e quais são os assuntos mais importantes que a escola deve focalizar, assessora as necessidades financeiras da escola e orienta o diretor sobre assuntos, como por exemplo, se a escola está a usar o melhor meio de informar aos pais sobre o aproveitamento do aluno ou sobre o bem-estar dos estudantes na escola. Por isso, retomamos o educador Paulo Freire (1996, p. 26)
            O conselho escolar é a maneira mais comum de assegurar a participação de todos os interessados na gestão da escola. Trata-se de um grupo de representantes dos pais, professores, alunos, funcionários, da comunidade e da direção, da escola que se reúne para sugerir medidas ou para tomar decisões, como afirma Mendonça (1987).
Nesta concepção Freire defende o caminho é a descentralização, isto é, o compartilhamento de responsabilidades com alunos, pais, professores e funcionários.
 A escola possui biblioteca que varias estantes com livros variados para todo o gosto funciona de forma regular, com um ambiente apropriado para uma boa leitura.
A escola na hora da escolha do livro didático leva em conta os fatores socioeconômicos dos alunos e a qualidade do material para que assim os alunos possam fazer bom proveito desse material. A escola possui professores para suprir toda a demanda da escola, sendo assim a administração com o corpo docente está sempre juntos procurando o melhor para os alunos da referida escola, procurando estar sempre atualizados e buscando novos cursos para se aperfeiçoarem em sua área sendo assim temos nove professores com curso superior completo e dez com pós-graduação(completo/incompleto).

2.5 Avaliação
             
             Reconhecer que a educação está intrinsecamente relacionada com a vida, pois ela alimenta constantemente o nosso processo de ensinar e aprender. Isso quer dizer que eu aprendo e ensino, e vice-versa, em relação como o outro e com o mundo, e que este outro vivencia o mesmo processo em relação a  outros  e  a  mim mesmo e com o mundo. Vamos assim tecendo a grande rede de relações dos grupos sociais de nossa convivência e da sociedade em geral.
           "avaliação é um processo contínuo de pesquisas que visa a interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento dos alunos, propostas nos objetivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas de planificação do trabalho e da escola como um todo" PILETTII (1986; p190)
            Neste sentido a avaliação envolve reflexões atuais tendo em vista que já não podemos consagrar modelos tradicionais a uma questão tão importante como esta. Desse modo, a compreensão do processo avaliativo no cotidiano escolar é merecedor de grande reflexão, ultrapassando a medida em seu significado. LIBÂNEO (1991; p196) define que:

"avaliação como uma componente do processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, a determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades didáticas seguintes".
2.6.Situação Pedagógica:
             
            A instituição funciona nos três turnos atendendo o ensino infantil e ensino fundamental I e II, mas também com o regular noturno com um total de 127 alunos, distribuídos em onze salas de aula, matriculados com uma media de 10 á 20 alunos por sala. Os planejamentos escolares são realizados pela Secretaria de Educação, divididos pelas coordenações de dois em dois meses, mas quando necessário à equipe escolar se reúne com os pais dos discentes para tirar duvidas e acatar sugestões, mas por a presença dos pais a escola ser constante os mesmo contribuem bastante no aprendizado dos seus filhos, mas também dão sugestões nas tarefas diárias, ou até mesmo para organizar e programar os eventos do calendário escolar e também acontecimentos como: feiras culturais, reuniões e palestras.    


2.7. Organização disciplinar:
           
            A escola José Hermenegildo de Almondes possui o Regimento Interno que é padrão para todas as Escolas Municipais que e elabora de forma sistematizada e unilateral que  norteia  os direitos e deveres do professor e dos alunos o mesmo busca ordem e um bom desenvolvimento nas disciplinas; para que os alunos possa atingir os objetivos traçados pela escola.  





















3. Apresentação dos Resultados

            Analisando o Estagio Supervisionado I, o mesmo tem como característica a intervenção pratica na escola, é um momento que permite a nós estagiários a apropriação de instrumentos teóricos e de metodologia para a atuação no ambiente escolar.
            Segundo PIMENTA (2006) “o estágio deve ser um momento de síntese dos conteúdos, das matinais de ensino, das teorias de aprendizagem e das experiências pessoais, bem como deve constituir-se em um processo de reflexão-ação-reflexão...” (p. 75).
             Portanto, no momento do estágio curricular supervisionado o estagiário deve lançar mão de todos os seus conhecimentos, articulando sempre a teoria com a pratica, fazendo como diz o autor um processo de reflexão-ação-reflexão. pelo fato de tratar-se de educando em fase de aprendizagem, devemos  sempre analisar a metodologia aplicada para que cada vez mais o trabalho em sala de aula possa ser qualitativo e consequentemente obtenhamos bons resultados.



























4.Considerações Finais

           
            O Estágio apresentado contribuiu para a nossa formação em questões estruturais e organizacionais da vivência da prática pedagógica. Vivenciamos todos os dias atitudes que precisávamos intervir, conversando com as crianças mostrando limites e além de  consequências de atitudes consideradas negativas, ensinamos, brincamos, aprendemos e trocamos experiências, buscamos a todo tempo soluções . Para Telma Weisz citada por (schotten. 2007, p. 55):

 “Quando analisamos a prática pedagógica de qualquer professor, vemos que, por trás de suas ações, há sempre um conjunto de ideias que as orienta. Mesmo quando eles não tem consciência dessas ideias, dessas concepções, dessas teorias, elas estão presentes”. É no contato com os mestres (as) e alunos na escola, que o futuro professor elabora um perfil que norteara sua prática.


Concluímos ainda que estagio nos deu a  grande oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula. Tivemos a oportunidade de estar na “pele” do professor, literalmente. Percebemos como será nossa prática, nosso dia-a-dia em uma escola como educador tendo a oportunidade de reflexão, de analisar onde e como devemos melhorar. Que situações nos deixaram pensativos e intrigados, essa experiência adquirida fez com que de agora em diante compreendêssemos melhor as teorias da educação, ao estudar, possamos associar a teoria com a prática.















REFERÊNCIAS

PIMENTA, Selma. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.
 LIBÂNEO, José (1985); A Prática Pedagógica de Professores da Escola Pública. São Paulo.

 PILET, Nelson (2000); Psicologia Educacional, Editora Ática, 17ª Edição, São Paulo

PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores - Unidade Teoria e Prática? São Paulo : Cortez. 2006.
REVISTA NOVA ESCOLA. Grandes pensadores. São Paulo; Ed. Abril, n. 19, jul, 2008.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena.Estágio e Docência. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2004

OLIVEIRA, Zilma de M. Ramos. Educação Infantil: muitos olhares. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001
FREIRE, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro:Paz e Terra.1996.