quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

projeto de intervenção- OFICIAL



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM NORMAL SUPERIOR
DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
PROFESSOR: HELAN DE SOUSA



PROJETO DE INTERVENÇÃO
DIFICULDADE NA LEITURA, ESCRITA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO EM SALA DE AULA




             
                           
                           José Fabiano
                                               Maria Galgane
                                               Samira Alexandra


PICOS – PI
NOVEMBRO/2012

1. APRESENTAÇÃO

                   O projeto apresentado visa grandes benefícios no ensino-aprendizagem, tem como tema uma das maiores dificuldades das séries iniciais do Ensino Fundamental que está na leitura, escrita e interpretação de texto em sala de aula dos discentes que por algum motivo não conseguiram aperfeiçoar essa prática.
                   Foi elaborado mediante observação em estágio na turma de 3º ano (2º série) do ensino fundamental I da Escola Municipal José Hermenegildo Almondes, localizado no bairro Morrinhos – Picos – PI, com o objetivo de auxiliar na aprendizagem dos alunos.

1.1  OBJETIVO GERAL

• Estimular o prazer pela leitura, escrita e compreensão de texto dos alunos do 3º ano (2º série) do ensino fundamental I da Escola Municipal José Hermenegildo Almondes – Picos – PI.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·         Trabalhar com gêneros literários diversos, possibilitando ao alunado a aquisição de competências leitoras.
·          Relacionar textos e ilustração, manifestando sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferência e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler.
·         Aplicar atividades que melhor desenvolvem a capacidade de leitura, escrita e interpretação de texto dos alunos;
·         Vivenciar situações de leitura compartilhada e uso do cantinho de leitura da Classe;
                   Aproximar-se do universo escrito e dos portadores de escrita (livros, jornais, entrevistas), manuseando-os e reparando na beleza das imagens.



2. REFERENCIAL TEÓRICO        
                  
                   A escola é o espaço privilegiado, em que deverão ser lançadas as bases para a formação do indivíduo. E, nesse espaço, privilegia-se a leitura, pois de maneira mais abrangente, ela estimula o exercício da mente. A percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e, principalmente, dinamização do estudo e conhecimento da língua, da expressão verbal significativa e consciente (AZEVEDO, 2011).
                   A leitura como objeto de estudo nunca foi tão discutida como está sendo nos últimos anos. Freire (2006, p. 22) define:
Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.

                   Diante dessa afirmação, compreende-se o verdadeiro significado de leitura e percebe-se que ler não é meramente decifrar os códigos lingüísticos, mas também compreendê-los de forma com que os mesmos formem um significante. O ato de ler é bem mais que a definição da palavra propriamente dita, é entender, é interpretar, é debater, é comparar, é influenciar e ser influenciado, é propagar e é sentir o que o escritor tenta, através da escrita, demonstrar o que quer, o que sabe, o que pensa, o que imagina. 
                   A escola deve ter também como objetivo formar pessoas capazes de compreender os diferentes textos e é preciso que se empenhem para que os educandos tenham acesso a vários tipos de informação escrita e não escrita como jornais, revistas, histórias em quadrinhos, contos, poesias, infanto-juvenil, literatura, músicas, peças de teatro, filmes, exposições de artes, sem todo esse trabalho pode até ensinar a ler, mas não despertará o prazer pela leitura (LIBANEO, 1999).
                   O avanço da leitura na escola só terá resultado quando se voltar para a realidade como ela é, e levar em conta o que é essencial para as crianças. Só apresentando aos alunos uma variedade de livros, para que eles optem pelo o tema que mais lhe seja proveitosos, quando os educandos estiverem interessando-se por uma leitura prazerosa é que o professor terá atingido seus objetivos educacionais da leitura e da literatura, estimulando a procura do saber e do aprendizado (LIBANEO, 1999).
                   O ato de ler é um processo abrangente e complexo; é um processo de compreensão, de entender o mundo a partir de uma característica particular ao homem: sua capacidade de interação com o outro através das palavras, que por sua vez estão sempre submetidas a um contexto. Desta forma, a interação leitor-texto se faz presente desde o início do desenvolvimento das ações do Projeto de Intervenção até o término do mesmo.
                   Nas trilhas do mesmo entendimento, Souza (1992, p.22) afirma:

                   Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.
   Aprender a ler é um desafio a ser superado desde que o aluno começa a freqüentar a escola pela primeira vez, e o que se pode perceber na educação atual que poucos alunos gostam de praticar a leitura. Quando se é pedido que leia um texto em sala de aula, são inúmeras as reclamações, pois, logo olham o tamanho do texto, e quando o professor pergunta o quê entenderam do mesmo, alguns falam que não entenderam nada, já que eles realizaram apenas uma primeira leitura e acharam que era o bastante. E alguns até ler, mas não compreendem.
      Na concepção de Klaiman (2004, p. 151) ensinar a ler, é criar uma atitude de expectativa prévia com relação ao conteúdo referencial do texto, isto é, mostrar ao aluno que quanto mais ele provir o conteúdo, maior será sua compreensão; é ensinar o aluno a se auto-avaliar constantemente durante o processo para detectar quando perdeu o fio; é ensinar a utilização de múltiplas fontes de conhecimento – lingüísticas, discursivas, enciclopédias (...) é ensina, antes de tudo, que texto é significativo. E assim criar uma atitude.
       E segundo Regina Zilberman em seu livro Leitura em crise na escola: as alternativas do professor, 1993, afirma que “de acordo com o amadurecimento do leitor, verifica-se uma diferente motivação e interesse pela leitura”. Por isso, a escola deve disponibilizar textos de acordo com o desenvolvimento cognitivo infanto-juvenil com as fases da leitura e que faz da leitura a procura da coerência.
.  A leitura em sala de aula é de fundamental importância para a formação do educando, uma vez que é a partir do domínio da leitura que o aluno passa a ter competência de entender os conteúdos impostos para cada série.



3. QUADRO DE COGNIÇÃO         
Caixa de texto: O que sabem? O que querem/precisam saber? Como vão saber?
•  * Existe uma grande falta de hábito de leitura e uma insegurança que trava o ato de ler. Alguns escrevem e interpretam bem, outros precisam aperfeiçoar essa prática.
             • * Adquirir e aprimorar a escrita, interpretar corretamente, e reconhecer de forma prazerosa a importância da leitura.  * Através de avaliação continua tendo como critério avaliativo o desenvolvimento das atividades propostas e organização. Fazendo a analise mais precisa sobre sua evolução.
•
 .
4. METODOLOGIA

            De acordo com os objetivos citados, este projeto de intervenção, refere-se a promover atividades de leitura, escrita e produção de texto na turma do 3º ano da rede de ensino público municipal, visa possibilitar a construção de incentivo dos mesmos, conhecer diferentes tipos de textos como o conto, jornais e revistas. Formar leitores autônomos, diversificar estratégias de leitura e escrita e ampliar as suas práticas para avaliar o desenvolvimento de aprendizado dos alunos.
O referido estágio acontecerá da seguinte forma: no primeiro momento ocorrerá a apresentação do projeto aos professores e Direção da Escola para articulação de idéias e ações. Assim sendo, serão aplicadas aos alunos as seguintes atividades:
·          Questionário sobre sua prática atual de leitura;
·         Seleção do livro de seu gosto;
·         Fazer uma leitura com boa entonação de voz, destacando as partes emocionantes;
·         Ilustrações sobre o livro escolhido;
·         Fazer uma leitura com boa entonação de voz, destacando as partes emocionantes;
·         Debates;
·         Produzir textos e expor na sala;
·         Recortar textos de seu interesse em jornais, revistas ou livros.
·         Confeccionar murais em conjunto;


As atividades a serem trabalhadas serão escolhidas de acordo com o que julga necessário para incentivar a leitura, a produção e interpretação de texto. Portanto, para que isso se realize, serão usadas atividades diversas como leitura de textos variados individual e coletiva, produção de escrita, confecção e exposição de cartazes, roda de leitura e brincadeiras.

5. AVALIAÇÂO  obs: editar as datas

                   Serão avaliados os seguintes aspectos: capricho, criatividade, participação em sala de aula, integração nas atividades, socialização, organização, coerência e coesão. Todo esse processo ocorrerá no período de 17/08 a 17/10/2012, que compreende 80 horas/aulas, sendo essas atividades empregadas, para que seja analisado o rendimento de aprendizagem da leitura, da escrita e da interpretação de texto dos alunos do 3ºano (2ª série), do turno da tarde da Escola Municipal Hermenegildo Almondes, situado na comunidade dos Morrinhos – Picos – PI.

          6. CULMINÂNCIA


Dia: 12/11/2012
Horário: 14:00 às 17:00 hs
Atividades:
-Dinâmicas
-Leituras
- Mensagens;
- Cartazes (referentes ao eixo do projeto);
- Pinturas;
- lanches;
- Distribuição de lembrancinhas, kit escolar (lápis, borracha, livrinho de incentivo a leitura, tesoura, canetas e apontador);

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Conclui-se que a leitura é o caminho para ampliação da percepção do mundo à nossa volta. Quanto mais um indivíduo lê mais integrado com o seu meio estará. A leitura é feita de diversas formas, uma das principais é a utilizada pela escrita, onde pode ser observável através de livros, revistas, jornais, entre tantos outros dos quais se utilizam símbolos reconhecíveis por uma determinada sociedade.

   O trabalho de leitura com os diferentes tipos de textos não devem ser descartados nunca, mesmo nas séries iniciais em que alguns alunos ainda não conseguem ler o que está escrito, mas só o fato de eles estarem em constante contato com o material irá proporcionar de forma significativa um aprendizado que irá facilitar futuramente o desenvolvimento da leitura escrita, pois é com eles que os alunos aprendem e desenvolvem sua leitura, sua imaginação e sua criatividade, abrindo portas para o mundo encantado que é ler, pois é através desse mundo que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.

    Sendo assim, compreende-se que não existem receitas pedagógicas para ser aplicada a escola, é necessária a motivação e dedicação por parte dos profissionais para a formação de leitores. A escola, portanto, torna-se um espaço específico e privilegiado onde a criança pode-se entrar em contato direto com o mundo da leitura e seus diversos gêneros literários desenvolvendo, assim, o gosto pela leitura.
















8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Ricardo. Literatura infantil: origens, visões da infância e certos traços populares. Disponível em http://www.ricardoazevedo.com.br/Artigo07.htm, acesso em 13/10/2012

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 46 ed. São Paulo, Cortez, 2006.

LIBÂNEO, José Carlos. Formação de profissionais da educação: visão crítica e perspectiva de mudança. Revista Educação & Sociedade, ano XX, n. 68, 1999, p 239 – 77.  Disponível em: http://www.scielo.br/scielo . Acesso em 13/10/2012.

SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura que as crianças gostam. Bauru: USC, 1992.
KLAIMAN, Ângela.  Oficina da leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 1995. _____. Leitura, ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 2. ed. , 1996.
ZILBERMAN, Regina (org).  Leitura em crise na escola: as alternativas do professor.  Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993, p. 10.
 www.brasilescola.com                 



                                                                  



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